Atendimento hospitalar humanizado: quando a técnica encontra o cuidado
Em maior ou menor grau, as questões de saúde vão muito além do problema físico. Doenças e tratamentos afetam pacientes e familiares também emocionalmente, evidenciando a importância do atendimento hospitalar humanizado. É nesse contexto que se destaca a combinação entre protocolos de excelência e práticas de empatia que colocam as pessoas no centro do cuidado, pilares do atendimento do Hospital Angelina Caron (HAC).
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Com uma equipe multiprofissional e infraestrutura de referência, o HAC investe em treinamentos de comunicação humanizada e processos assistenciais que valorizam o vínculo com o paciente e seus familiares, conta a Dra. Maria Betânia Beppler, clínica médica no hospital.
“Esse relacionamento entre o profissional, paciente e família é uma das bases fundamentais do atendimento humano. Então, entendemos que é preciso priorizar a comunicação aberta e transparente e, sobretudo, a empatia para a construção de um vínculo de confiança”, afirma. “Essa forma amistosa e acolhedora faz parte da identidade do Hospital Angelina Caron”, completa.
Protocolos de humanização e acolhimento

Maria Betânia reforça que o HAC segue os princípios da política nacional de humanização, publicado em 2013 pelo Ministério da Saúde, que define a humanização hospitalar como um conjunto de ações e valores, cujo objetivo é a qualidade das relações no ambiente de saúde, e tratando o paciente e seus familiares como seres humanos completos e não apenas como um problema físico.
“O primeiro aspecto que levamos em consideração é o foco no indivíduo, que é o que a gente chama de cuidado centrado no paciente: sua individualidade e necessidades, sua cultura e a de cada família envolvida no processo”, explica.
Além disso, lembra, outro aspecto importante é o acolhimento: um ambiente acolhedor e confortável, além do estabelecimento de uma boa relação do paciente com toda a equipe de atendimento.
Eficiência técnica com foco em empatia e comunicação humanizada
Equilibrar a eficiência técnica com a necessidade do acolhimento emocional é um dos grandes desafios das instituições de saúde, reconhece a especialista. “Eu chamo isso de um estado da arte, quando a gente consegue reconciliar tecnologia de ponta, infraestrutura de última geração, que é o que a gente reúne dentro do hospital, com todo esse cuidado.”
De um lado está a qualidade técnica dos profissionais envolvidos na cadeia de atenção. De outro está a estrutura oferecida para que eles possam desempenhar esse trabalho com excelência e de forma humana.
“Todos os profissionais envolvidos precisam se doar, doar o seu tempo e investir as suas habilidades não-técnicas ou soft skills para poder enxergar as necessidades reais do usuário”, aponta.
Estrutura hospitalar voltada para o conforto do paciente e da família
A preocupação com o ambiente hospitalar também faz parte dessa filosofia. “A gente tem abertura junto à gestão e à alta gestão para melhorias constantes. Há uma preocupação e um investimento grande de toda a equipe multiprofissional e da direção para nos propiciar as condições necessárias para um atendimento de excelência”, finaliza a médica.



