O que é a artroscopia e como ela beneficia atletas
A recuperação rápida é um fator importante para qualquer paciente. Mas quando se trata de atletas, ela pode, literalmente, mudar o jogo. Entre as ferramentas utilizadas para isso no Hospital Angelina Caron está a artroscopia, técnica minimamente invasiva para o tratamento de lesões esportivas nas articulações.

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Lucas Dias Godoi, ortopedista do HAC, conta que o termo descreve a cirurgia articular realizada por meio de sistemas de vídeo, introduzidos para inspecionar e tratar lesões existentes. Assim, é possível evitar grandes cortes e cirurgias mais agressivas.
Indicações da artroscopia
O médico lembra que diversas patologias podem ser tratadas por meio da artroscopia – de lesões ligamentares a biópsias de tecidos intra-articulares. “A indicação é mais frequente em tratamento de lesões ocorridas durante a prática de atividades físicas, de fato”, diz o especialista.
A artroscopia pode tratar lesões nos joelhos, tornozelos, quadris, punhos, ombros e outras articulações. Para decidir pelo tratamento, é necessária uma avaliação criteriosa do histórico da lesão, exame físico, exames de imagem, perfil e demanda do paciente.
“Vale lembrar que cada articulação tem as suas lesões mais comuns e critérios próprios a serem avaliados pelo cirurgião”, destaca Godoi. São frequentes, por exemplo, as lesões dos joelhos como ligamento cruzado e menisco, lesões do manguito rotador no ombro, o impacto femoroacetabular no quadril, entre outras.
“Antes do advento da artroscopia, essas lesões eram tratadas por cirurgias abertas com resultados inferiores aos atuais”, reforça.
Vantagens da técnica
Para o atleta, o principal benefício é o tempo de reabilitação. “Como a agressão é mínima, a anatomia é preservada e a mobilização se torna mais fácil no pós-operatório, acelerando o processo de recuperação”, explica Godoi. “Além disso, a menor agressão diminui os riscos de complicações clínicas como infecção e trombose”, completa.
Ainda assim, o especialista lembra que o tempo médio de recuperação varia de acordo com a articulação e tipo de lesão tratada. Um exemplo prático é a lesão de lábio acetabular no quadril, articulação responsável por ligar a perna ao tronco, fundamental para movimentos como corrida e mudanças de direção.
“Quando tratada de maneira adequada, o paciente pode retornar a atividades físicas de pouco impacto e baixa amplitude após seis semanas e, de maneira geral, após quatro meses já pode voltar às atividades de maior impacto, como a corrida.”


