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Verão seguro: cuidados com a pele, hidratação e como escolher o protetor solar ideal

Ao que tudo indica, o verão deve ser de altas temperaturas e intensa radiação solar, o que pede alguns cuidados extras para manter a saúde do organismo e, em especial, da pele. Para ajudar a aproveitar a estação com mais segurança, o médico Ivo Acir Chermicoski, dermatologista do Hospital Angelina Caron (HAC), compartilha orientações importantes.

O FPS 30 é considerado o mínimo recomendado.

Segundo o especialista, esta época do ano é marcada por riscos relacionados à desidratação, queimaduras e doenças provocadas pela exposição excessiva ao sol, como insolação, tontura, febre e irritação intensa na pele. Além dos efeitos imediatos, a exposição solar prolongada pode gerar consequências de médio e longo prazo.

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Cuidados básicos no verão
Os dias mais quentes pedem atenção redobrada com a proteção. Chermicoski recomenda o uso de roupas leves e peças com proteção solar — seja por meio de tecidos tecnológicos ou barreiras físicas, como chapéus, bonés e camisas de manga longa.

“Além disso, o uso de filtro solar com fator de proteção adequado ao tipo de pele e ao tempo de exposição também é importante”, acrescenta. Para o dia a dia, o FPS 30 é considerado o mínimo recomendado. O dermatologista reforça a importância de escolher produtos confiáveis ou indicados por um profissional de saúde. O protetor deve ser aplicado, preferencialmente, 30 minutos antes da exposição ao sol, com reaplicações de uma a duas vezes ao dia.

“Em exposição solar contínua — seja por motivos profissionais ou períodos prolongados na praia —, a aplicação adequada é a cada 2 horas ou sempre que o filtro for removido após banhos de mar ou piscina”, alerta Chermicoski. Ele lembra ainda que é fundamental evitar os horários de maior incidência de radiação, entre 10h e 16h.

Além da proteção da pele, a hidratação deve receber atenção especial. A recomendação geral é manter boa ingestão de líquidos, principalmente água, com consumo mínimo de 2 litros ao dia, podendo variar conforme o clima, a rotina e as necessidades individuais.

Repelente e protetor solar: qual usar primeiro?
Outra dúvida comum no verão diz respeito à ordem de aplicação do repelente e do protetor solar. A orientação é clara: primeiro aplica-se o protetor solar e, depois, o repelente.

O protetor precisa formar uma camada homogênea na pele para garantir eficácia contra os raios solares. Se o repelente for aplicado antes, pode interferir na absorção do filtro e reduzir sua proteção. A recomendação é aplicar o protetor na pele limpa e seca, aguardar cerca de 15 a 20 minutos para absorção e, então, passar o repelente.

Em caso de reaplicação, o protetor solar deve ser priorizado conforme orientação usual (a cada 2 horas ou após suor intenso e banhos), enquanto o repelente deve seguir a indicação do fabricante.

Riscos da exposição solar
Segundo o dermatologista, a exposição solar intensa traz riscos imediatos e tardios para a saúde. No curto prazo, os principais problemas são as queimaduras de pele, que podem provocar dor, desconforto e danos importantes à estrutura cutânea.

A desidratação também é um risco frequente, podendo afetar o sistema circulatório e levar à queda de pressão e episódios de síncope, como desmaios ou perda de consciência. Sinais de alerta — como queimaduras com bolhas, mal-estar, taquicardia, tontura, febre e desmaios — podem indicar insolação e exigem avaliação médica. Até que o atendimento ocorra, é essencial levar a pessoa para um local fresco e ventilado e incentivar a hidratação, se possível.

No longo prazo, a exposição ao sol acelera o fotoenvelhecimento e pode favorecer o desenvolvimento de câncer de pele, especialmente em pessoas com predisposição genética. O médico reforça que é importante observar sinais e manchas que mudam de aspecto, crescem, sangram, doem ou passam a coçar.

Quem já tem melasma ou outras lesões deve manter acompanhamento regular com um dermatologista para avaliações e orientações personalizadas — garantindo não apenas a saúde da pele, mas o bem-estar geral.