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Riscos de infecções respiratórias crescem no inverno. Saiba quais são as mais comuns e como prevenir

Os meses de inverno são conhecidos por dias complicados em função da lotação dos serviços de saúde, causada por inúmeros casos de infecções respiratórias. Do resfriado comum, geralmente causado por rinovírus, até as pneumonias virais e bacterianas, é possível tomar alguns cuidados para prevenir problemas.

As infecções respiratórias tornam-se mais comuns durante o inverno, sendo o resfriado comum, geralmente causado por rinovírus, a ocorrência mais frequente.

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A Dra. Camila Lopes Ahrens, médica infectologista do corpo clínico do Hospital Angelina Caron (HAC), reforça que a estação favorece a permanência em lugares fechados e com pouca ventilação, facilitando a transmissão das doenças respiratórias.

“Além disso, os vírus respiratórios tendem a sobreviver mais tempo nas baixas temperaturas e encontram nossas barreiras naturais de defesa em baixa, porque o ar típico do inverno resseca as vias aéreas”, explica.

Principais infecções respiratórias no inverno

As infecções respiratórias tornam-se mais comuns durante o inverno, sendo o resfriado comum, geralmente causado por rinovírus, a ocorrência mais frequente. Também são recorrentes a gripe (influenza), a covid-19, além de sinusites, amigdalites, bronquites e bronquiolites (estas últimas mais comuns em crianças), bem como pneumonias virais e bacterianas. Idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos compõem os grupos mais vulneráveis — tanto à infecção quanto à possibilidade de agravamento dos sintomas.

Sintomas, atendimento e tratamento

Os sintomas incluem tosse (seca ou com catarro), dor de garganta, coriza ou nariz entupido, espirros, febre, dor de cabeça, cansaço ou mal-estar, dores no corpo e, em casos mais graves, dificuldade para respirar. Esses sinais podem variar conforme o tipo de infecção e a condição de saúde de cada pessoa.

Caso alguma dessas condições se agrave, é fundamental buscar ajuda médica. “O atendimento precoce pode evitar complicações, especialmente nos grupos de risco”, salienta a infectologista.

Ela recomenda especial atenção em caso de falta de ar ou dificuldade para respirar, tosse com secreção purulenta (espessa e leitosa, geralmente com coloração amarela, verde ou marrom), dor torácica ou um quadro que não melhora em alguns dias.

“Nas crianças, também é possível notar irritabilidade, recusa alimentar ou sonolência excessiva; e nos idosos, confusão mental ou agravamento de doenças de base”, salienta. A Dra. Camila alerta, ainda, para a automedicação e o uso indiscriminado de antibióticos para evitar a resistência bacteriana. “Nem toda infecção respiratória precisa de antibiótico. Muitas são causadas por vírus e se resolvem com repouso, hidratação e controle dos sintomas”, diz.

Prevenir é sempre melhor

Manter as vacinas em dia é essencial para reduzir casos graves e hospitalizações, avisa a infectologista. “A vacinação é uma das formas mais eficazes de proteção, especialmente contra gripe, covid-19, pneumococos e coqueluche, no caso de gestantes”, ressalta.

Outras medidas de prevenção importantes são higienizar frequentemente as mãos, evitar tocar olhos, nariz e boca, manter os ambientes arejados, evitar aglomerações, especialmente em locais fechados, usar máscara em casos de sintomas respiratórios, além de manter uma boa hidratação e alimentação equilibrada.