Pediatria

Por que o coração de prematuros precisa de atenção - reflexões após o Novembro Roxo

Por angelina · 11/12/2025

Mesmo após o Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade, o tema segue essencial.

Mesmo após o Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade, o tema segue essencial. No Brasil, milhares de bebês nascem prematuros todos os anos e muitos deles precisam de suporte cardíaco especializado nas primeiras horas de vida.

O Hospital Angelina Caron (HAC) reforça, neste período pós-campanha, que a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado humanizado permanecem prioritários durante todo o ano.

 

O acompanhamento pré-natal adequado é a principal estratégia para reduzir esses riscos e diminuir a mortalidade neonatal.
Foto: Camila Dernis / HAC

 

As cardiopatias estão entre as principais complicações associadas ao nascimento antes das 37 semanas de gestação. O acompanhamento pré-natal adequado é a principal estratégia para reduzir esses riscos e diminuir a mortalidade neonatal. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de nascimentos prematuros no país foi de aproximadamente 11% em 2023, com estimativas de cerca de 10% em 2024.

Prematuros exigem assistência intensiva

Caroline Caron, médica pediatra do HAC e coordenadora da Pediatria da instituição, destaca que os bebês prematuros requerem assistência intensiva e multidisciplinar de alta complexidade. Ela lembra que, apesar dos avanços tecnológicos terem aumentado a sobrevida de recém-nascidos extremamente imaturos, o desafio é garantir um cuidado contínuo e estruturado.

Esses pacientes têm maior risco de cardiopatias congênitas porque chegam ao mundo antes da conclusão do desenvolvimento cardíaco fetal. Também são mais vulneráveis a alterações adquiridas, como o canal arterial persistente. A detecção precoce, reforça a médica, é decisiva para evitar complicações graves. “Quanto mais cedo o bebê é tratado, maior a sobrevida e melhor o desenvolvimento.”

 

Equipe da UTI Neonatal com trigêmeas - Hospital Angelina Caron.
Foto: Camila Dernis 

 

Cuidado multiprofissional faz a diferença

Entre diagnóstico e tratamento, a integração entre neonatologia, cardiologia, cirurgia cardíaca, enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia garante uma linha de cuidado contínua e centrada no bebê e na família. A decisão por intervenção cirúrgica envolve avaliação conjunta entre neonatologistas, cardiologistas e cirurgiões cardíacos, sempre com diálogo transparente com os familiares.

No HAC, a estrutura moderna - que inclui UTI neonatal equipada, ecocardiograma à beira do leito e equipe de cirurgia cardíaca pediátrica disponível - assegura rapidez e segurança nas emergências. Após a cirurgia, o bebê recebe monitoramento contínuo, fisioterapia precoce, suporte nutricional e acompanhamento ecocardiográfico. O seguimento ambulatorial, por sua vez, envolve revisões periódicas em cardiologia pediátrica, fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição, permitindo identificar precocemente sequelas e estimular o desenvolvimento global.

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Acolhimento e cuidado humanizado

 
Além da tecnologia, o HAC reforça a centralidade do vínculo emocional no tratamento. O nascimento prematuro e a necessidade de cirurgia cardíaca geram ansiedade intensa nos pais, e o hospital trabalha com acolhimento ativo, comunicação clara e envolvimento familiar no cuidado diário.

Práticas como o método canguru e o contato pele a pele são incentivadas, pois contribuem para ganho de peso, estabilidade cardiorrespiratória e fortalecimento do vínculo afetivo — aspectos fundamentais para a evolução clínica do bebê.

Dessa forma, o Angelina Caron destaca que a prematuridade exige atenção permanente. Mesmo após o Novembro Roxo, o compromisso com a saúde e o desenvolvimento dos bebês prematuros segue como prioridade durante todo o ano.